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Blog do Ministério de Esporte 3ª Batista de Marilia
 


A polêmica da religião nos estádios de futebol.

                   

Desde meados de 2009, quando o Brasil venceu a Copa das Confederações na África do Sul, a FIFA está de olho na nossa seleção. O motivo? O que ela chama de “manifestações religiosas exageradas”, como orar antes ou depois das partidas e exibir camisetas com mensagens por baixo dos uniformes. Tais manifestações já foram proibidas e são passíveis de punição.O argumento: as autoridades esportivas não querem transformar os jogos em eventos políticos ou religiosos. O jornalista Juca Kfouri corrobora com esta iniciativa, afirmando que o “merchandising religioso” que alguns jogadores costumam fazer é uma tentativa de “nos enfiar suas crenças goela abaixo” (1) 

Incrivelmente ridícula essa preocupação da FIFA e do nosso amigo Juca! Desde quando orar/rezar ou fazer o sinal da cruz em público é praticar propaganda religiosa? Mais ridícula ainda é a idéia de se manter um Estado laico proibindo manifestações religiosas em público. Absurdo isso!!! Não nos parece um tremendo paradoxo coibir manifestações religiosas em defesa da tolerância?! A liberdade religiosa não consiste em trancar cada crença em seu templo, mas em permitir que cada cidadão expresse sua fé livremente, desde que isso não interfira nos direitos alheios.

Mais do que uma religião, o cristianismo é um estilo de vida. E a idéia de confiná-lo dentro dos templos contradiz totalmente sua essência. Seria como pedir a um homem casado que não usasse aliança em público. Ou proibir uma freira de usar o terço. Quem afirma que não se pode misturar religião e futebol, prova sua total ignorância no assunto, ou está apenas tentando disfarçar seus verdadeiros interesses.

Vinícius Duarte, no Blog “Com fel e limão” escreve: “Tenho aqui comigo que isso tem muito mais a ver com marketing do que com discussões religiosas. Cada vez que um atleta despe o manto sagrado da Nike, Adidas, Reebok ou Puma para exibir ao mundo uma mensagem religiosa estampada numa camiseta branca, segundos preciosos de exposição das multinacionais são surrupiados dos “sponsors”, que pagam milhões para exibi-las aos espectadores. Um jogador leva cartão amarelo quando tira a camisa na comemoração do gol (mesmo que não tenha nada por baixo dela) exatamente por isso! (…) Conversa fiada. Se o Vaticano, a Igreja Renascer, a Congregação Islâmica ou o Templo Budista comprarem uma cota de patrocínio da FIFA, os caras liberam tudo. Vale sinal da cruz, rezar ajoelhado na direção de Meca… Business Plan, mister!”

Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

Texto com comentários no blog ser igreja: http://serigreja.wordpress.com/

Abaixo link dos textos citados

(1) http://blogdojuca.uol.com.br/2010/06/o-engano-e-a-contradicao-de-kaka/

(2) http://comfelelimao.wordpress.com/2009/07/02/deus-existe/

 

 



Escrito por 3batistaesporte às 14h49
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